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registo [nada] civil[izado]



era preciso ir (voltar) ao registo civil pois da primeira vez que tentei registar o meu filho não havia sistema informático, a senhora que habitualmente tratava dos registos estava de baixa e mais um monte de desculpas...

sabia que essa era mais uma batalha quase tão dolorosa como as anteriores, mas tinha de ser vencida

e no começo de uma das semanas seguintes lá fomos nós lindos e contentes registar mais um cidadão no mundo, a cédula, que entretanto foi substituída pelo cartão de cidadão abrir-nos-ia as portas do resto que havia parar tratar: Finanças, bancos, etc...

entrei
aguardei pacientemente pela vez e assim que chegou, saltei para a cadeira de onde acabara de sair um casal quase em lágrimas pela discriminação mostrada pela funcionária, não era muito comum encontrarem-se cidadãos estrangeiros, mas naquele dia estava alguns
mandaram-me escrever os nomes dos pretensos pais do meu filho
numa forlha em branco escrevi apenas um e recebi um olhar reprovador
-pense melhor, disse a funcionária
saí do registo com uma cédula que apenas continha o nome da mãe e a informação de que iria ser contactada. 
ao contrário de antigamente, agora, já não podem haver filhos de pais incógnitos, quer seja pela falta de pai, quer seja pela falta de mãe, (menos provável, mas acontece)... 
E teria sido tão mais fácil ter pedido a qualquer dos meus amigos para me acompanhar ao registo, até ao meu pai, tios ou avós... ninguém iria pôr em causa se seria ou não, mas....


recebi, um ano depois documentação do ministério publico
quem esperou um ano, tinha agora cinco dias para ter tudo tratado, de forma a que para o ministério publico fosse possível dar andamento e terminar o processo até ao máximo de dois anos após o registo

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