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Dias em menos


e depois há aqueles dias em que o trabalho não corre de feição e chegamos a casa e o piolho fez tudo ao contrario daquilo que lhe foi indicado, há queixas no atl, à respostas mais tortas, e se chega à conclusão que o trabalho de mãe não está a ser bem feito ou não está a ser feito da melhor maneira, há aqueles dias em que se sente uma frustração maior e se tenta não chegar à conclusão que se calhar não se deve mesmo fazer tanto sacrifício, prescindir de tantas necessidades de beneficio próprio em prol da felicidade e alegria de um Piolho que não sabe valorizar e aproveitar, por querer sempre mais e melhor. Sinto que tudo o que lhe dou, desde momentos, descobertas, experiências de vida, atenção, carinho, companhia e até mesmo bens materiais, nunca é suficiente... é sempre pouco tempo para brincar, pouco tempo de fins de semana longe daqui, poucos momentos de diversão, poucos bens materiais. Há dias em que uma mãe também cai e em que apetece desistir de tudo e de todos

Mas trabalho de mãe é mesmo assim, um acumular de frustrações e momentos menos bons. Ser mãe é acreditar que foi apenas um dia mau que ainda não acabou, mas amanhã será um novo dia.
Um beijo dado pelo piolho, assim que regressar da natação,
vai fazer esquecer isto tudo, eu sei que vai...