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Quase


Muitas vezes penso nas coisas que quase fiz, nas palavras que quase disse, nos lugares onde quase cheguei, nas pessoas que quase conheci, nos desejos que quase realizei, nos momentos que quase vivi... Não penso como se de uma perda se tratasse, pois na verdade, nunca cheguei a tê-las. Estive quase, estive perto, estive muito perto.
Nunca ninguém disse que não as podia ter nem sequer que as não merecia, apenas desencontrei umas e cheguei tarde a outras.
Consigo lidar bem com as perdas definitivas. Consigo morrer e renascer facilmente, superando o que não é possível, esqueçendo o que não está ao meu alcance.
Mas o quase deixa uma sensação de vazio. Vazio de algo que esteve próximo mas não chegou a estar.

Não gosto dos quase que existem na minha vida. Não me libertam. Não me reconfortam. Pelo contrário, transformam tudo o que esteve quase... em quase nada.


2 comentários:

  1. Eu entendo-te. É aquela sensação de algo que fica a remoer por dentro.

    Mas um dia esses quase, serão esquecidos e substituídos por coisas possíveis.
    Esses quase, fazem parte desta viagem.
    Mas não são a viagem total em si.
    ...e muito menos o destino final.

    :*

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  2. Fazer das dúvidas certezas...
    é preciso.

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