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Mamã



Houveram muitas noites em que só o saber que ela estava ali, que existia, que eu era dela e ela era minha, só por isso, conseguia sentir-me feliz. Tempos de construção evidente de afectos, ergui os meus com base neste modelo, no colo imenso e isso, ainda hoje me faz sentir que não existe amor maior. Ela continua ali, todos os dias, a velar o meu respirar, incondicionalmente e eu abuso tanto disso, encho-me dela, transbordando cumplicidade. Ela é minha, sempre minha e eu sinto um orgulho imenso nisso. A ela confessei tantas coisas e é sempre para ela que fujo quando pouco mais faz sentido. Durante anos foi tudo o que eu quis ser quando fosse grande. Meiga, generosa, doce. À medida que fui crescendo fui encontrando o meu próprio caminho mas a imagem dela há-de sempre espelhar os meus dias

Este é um amor doce. Porque me abriga sempre com os seus braços, cheios de tudo, e me deixa esconder no peito quando o mundo me fustiga e me trata mal. Porque saber que ela existe faz do meu mundo um mundo mais bonito
Parabéns Mãezinha

4 comentários:

  1. Adorei as tuas palavras, que mensagem linda.
    Bj**

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  2. Lindo este texto, espero que a MC um dia me escreva algo assim...

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