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O (meu) super Pai

do Piolho

O meu Pai é fantástico . O meu Pai deixou-me deitar tarde . O meu Pai não andava sempre atrás de mim para lavar dentes e mãos . O meu Pai levou-me ao cinema . O meu Pai jogou à bola comigo . O meu Pai levou-me à praia . O meu Pai passou a manhã comigo na cama . O meu Pai passou a tarde comigo no sofá . O meu Pai não me disse que devia ler umas páginas . O meu Pai não me disse que já chega de computador . O meu Pai deixou-me escolher umas sapatilhas novas . O meu Pai comprou-me umas calças rotas . O meu Pai deixou-me escolher a roupa . O meu Pai deixou-me jogar nas máquinas do café . O meu Pai tem uns amigos muito porreiros . O meu Pai não ralhou . O meu Pai não bateu . O meu Pai não se chateou . O meu Pai levou-me ao Mc Donald's . O meu Pai deixa-me usar os molhos que eu quiser . O meu Pai levou-me a comer piza . O meu Pai... O meu Pai... O meu Pai...

12 comentários:

  1. quem me dera puder escrever um texto assim sobre o meu pai.

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  2. Não sei se entendi bem o teu post mas vou arriscar que sim.
    Parece-me que temos algo em comum, a gestão ingrata de ser mãe e pai sozinhas. Tomar conta dos nossos filhos de forma a prepara-los para um futuro melhor, educa-los e mostrar o que é certo e errado.
    Depois vem o pai que raramente está presente e que os deixa fazer tudo e mais alguma coisa para compensar a sua ausência. Sobra-nos o papel de más. Das chatas que nunca os deixam fazer nada.
    Mas não te preocupes, nós fazemos o que é preciso e mais cedo ou mais tarde os nossos filhos vão saber distinguir cada um dos nossos gestor.

    Gostei do blog, talvez porque perceba bem o tema. Vou voltar.

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  3. Marta:
    É justamente isso e não, não me preocupo, fico muito feliz com este momentos que passam a dois (eles) que o meu filho tenha poucas vezes, mas que tenha e seja especial, como tem sido

    É muito bom quando duas pessoas adultas que não resultaram juntos consigam dar-se bem, conversar e partilhar uma amizade, ainda que o principal motivo seja o filho em comum e se o conseguirmos fazer a três, tanto melhor

    Obrigada pelo carinho

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  4. O pai tornou-se o heroi e a máe a mazinha! Acontece, e é bom que assim seja, é sinal que os dois nutrem um grande amor por ele!

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  5. ESTE POST NÃO TEM A VER COM GUERRAS, CIUMES OU INVEJAS

    É muito raro o Piolho e o Pai estarem juntos, a mãe está SEMPRE pelo que é normal que a mãe seja uma bruxinha, chata, melga, persistente, exigente... mas TUDO em prol da (boa) educação, eu sei que estou a dar e fazer o melhor para o crescimento do Piolho, independentemente do que ele acha agora, eu sei que ele um dia irá valorizar e "agradecer" tal como eu faço agora em relação aos meus pais!


    O melhor de tudo é no regresso ouvir dizer: O Piolho portou-se muito bem e não foi preciso NUNCA repreendê-lo ou chamá-lo à atenção

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  6. Anónimo9/06/2011

    Pai em part-time

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  7. Se se tem muito muito tempo de presença o melhor é ser pai amigo... e às vezes resmungão e educador.

    Se se tem pouco tempo com a criança... o melhor é ser muito amigo, e raramente ser resmungão. Embora às vezes também lá tenha que ser. Mas mais raras.

    Mais vale ele sentir que tem um pai super-heroi longe, que um pai chato... longe.

    :*

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  8. Queria acrescentar mais duas coisitas.

    Concordo que um dia ele vai valorizar a educação da mãe, mesmo que agora a considere uma bruxinha, chata, melga...

    E se um dia chegares à conclusão que entre ti o pai não resulta, efectivamente nada melhor que restar uma amizade entre vós.
    Afinal de contas... o miúdo é teu amigo... e é um amigo do pai.
    Não faria sentido, o miúdo sentir que está entre duas pessoas que se detestam.


    :*

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  9. Bom... mas isso talvez não seja educar!!

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  10. Olá!
    Gostei muito do texto porque me identifico muito com ele!
    ...existem coisas que eles só encontram junto do pai...e, a nós cabe-nos o papel de providenciar a serenidade necessária para que eles possam ter esse mimo especial.

    Keep smiling !!
    :)

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  11. Eu sendo mãe solteira e tendo a minha filha um pai vivo mas que se finge de morto apraz-me dizer: que pena que tenho que a minha filha não possa dizer isto do pai...
    Mas fico muito contente que o teu possa !

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  12. é a historia de nós mamas diárias...e dos papás em part-time. E percebo perfeitamente que aqui nao se trata de ciumes nem de guerras...e que o que mais queremos é ve-los com o pia...a dar-se bem e a aproveitar muito...Mas de vez em quando dá vontade de dizer...eu tb quero um pouquinho dessa "descontraçao/admiração" de ser o progenitor visto como o heroi dos momentos, amigos e os etc "fixes"

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