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- O-QUE-É-QUE-QUER-QUE-EU-FAÇA???

Acabo de sair de uma reunião na escola do Piolho e cada vez que de lá venho, venho sempre assim, com um nó no estômago, um sentimento de impotencia e uma vontade de agarrar aqueles professores pelas orelhas e perguntar-lhes:

O meu filho é uma criança, tem 10 anos, gosta de falar, rir, correr, saltar e tudo o resto que as outras crianças da mesma idade gostam de fazer, se aquilo que têm para me dizer na escola, é que o meu filho é conversador e irrequieto, eu juro - mas juro mesmo - que não volto a pôr lá os pés - JURO!
Começa a ser frustrante que os professores continuem sem "mão" nas crianças, eu faço o trabalho de casa, passo horas - HORAS! - em conversa com o Piolho, em provas-teste para ter a certeza (!?) que percebeu, ensino, obrigo a repetir, a escrever e de seguida ler : - Não posso conversar dentro da sala de aulas pois perturbo o bom funcionamento das mesmas e prejudico os meus colegas... O Piolho sabe isto de cor e salteado, de trás para a frente e da frente para trás... O que querem os professores que eu faça mais? A solução única que vejo, numa próxima oportunidade, vou transmitir em reunião, talvez sirva para outros pais com o mesmo problema [ou idêntico] é despedir-me do meu actual emprego e começar a assistir às aulas do Piolho, a função será mandar calar as criancinhas, em contra-partida, o professor aceita dividir comigo o seu ordenado, como forma de subsistência... mas uma coisa eu garanto, nem uma mosca morta se vai voltar a ouvir naquela sala de aula
As vezes queria ir à escola, como vou habitualmente e ouvir queixas a sério [not!], daquelas em que me pondo no lugar do professor, consigo entender o desespero e necessidade de comunicar ao encarregado de educação, agora ser chamada à escola porque o Piolho falou na aula de RELIGIÃO E MORAL (!?), então mas eu estou a ter problemas com uma disciplina que NEM sequer É OBRIGATÓRIA???
Mais uma conversa com Dom Piolho, mais um castigo para Dom Piolho, pois apesar de tudo, principalmente da não-gravidade da questão, ele sabe, ou tem de saber, que estar em silêncio é uma regra e as regras são para ser cumpridas, independentemente da nossa concordância...

Um dia poderá ser ele a ditar as regras e aí saberá o quanto custa não as ver respeitadas

6 comentários:

  1. ui, eu sei bem o que isso é ... é chato, é muito chato. e acredito que depois de umas idas à escola o desespero tome conta de nós.

    queria pedir-te um grande favor:

    com certeza tens facebook (e mesmo que não tenhas, não deixes de ler agora). estou a participar num concurso e preciso do teu voto (se possível diário) .

    se puderes, vota. significa muito para mim. se não quiseres, ou não puderes, por favor, pelo menos lês. uma opinião sobre o meu texto já era muito bem vinda.

    obrigada.

    http://www.conteconnosco.com/trabalho-detalhe2.php?id=1301#_=_


    (bem sei que o blogger não deveria ser o sítio para fazer este tipo de publicidade. mas preciso de muitos votos e pensei que vocês me poderiam ajudar)

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  2. há que ter muita paciência com o sistema de ensino actual ... e espero que o teu piolho tenha uma adolescência fácil ;)

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  3. A minha mãe ouviu essas queixas até eu ir até ao 7º ou 8º ano. Dificilmente ele vai mudar. Eu não mudei apesar de a minha mãe refilar comigo e eu levar imensos recados para casa, porque eu não fazia de propósito e o piolho também não deve fazer. Faz parte da personalidade dele.

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  4. Tem atenção numa coisa.
    Certos professores não são pedagogos.
    São apenas funcionários que querem mostrar serviço.


    Deixa o teu filho falar.

    No entanto explica-lhe.
    Nem que lhe expliques 100 vezes de 100 formas diferentes em 100 dias diferentes, até que num ele vai entender.
    Sempre fui contra os castigos.
    Castigos fazem-me parecer uma forma que os adultos arranjaram para não ter que explicar mais... de formas diferentes.

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  5. Eles têm mesmo que compreender que há limites... para todos, inclusivé para eles.

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