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O meu afilhado é lindo de morrer, e sabe, vinte aninhos e corpo de desportista, ultimamente hibernado


Em conversa de domingo à tarde...
- Conta-me coisas...
- Estou sozinho. Procurei alguém, uma namorada. Encontrei-a, não é difícil. Fartei-me! Quero voltar a estar sozinho. No inicio é tudo muito bonito, a novidade, a paixão, mas passam os dias, as semanas, os meses e perdesse o interesse, e em vez de terminar, criamos distâncias, omissões, mentiras, traições, afastamos-nos... E ela continua a acreditar
- E porque é que fazes isso? Acabas a relação, Ela morre de desgosto, tu sais, de consciência tranquila e apanhas as primeiras que aparecerem... Mas o tempo passa, e tu não a esqueces, nunca mais encontras uma igual, nenhuma das outras te escuta da mesma forma, nenhuma das outras te beija igual, nenhuma das outras te acarinha assim, nenhuma das outras encontra aquele ponto fraco que te arrepia[va]... E os anos passam e tu não esqueces, aí vais tentar reaproximar, e depois será tarde, aí ela só lembrará daquilo sofreu. Mas se o conseguires, se ela te aceitar, não encontrarás mais a pessoa por quem um dia te apaixonaste, encontrarás alguém que cresceu, enquanto tu brincavas às mamãs e aos papás com meninas feias e malucas...
- Fogo madrinha, tu falas com uma certeza...
- Sabes... Vou contar-te um segredo: eu fui uma dessas meninas... 

Ao meu outro menino afilhado que era um bebé, depois um menino, e agora cresceu, e vai crescer mais...Fez-me ficar com uma lagrimita no olho, o raio do miúdo 

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