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Acreditei!

Acreditei que o amor que tinha dentro de mim era mais do que suficiente para amar aquele que um dia chamei de homem da minha vida. Acreditei que um filho solidificaria pilares de um casamento e por isso cedi, já de filho nos braços, a um casamento que tinha,  muito, morte anunciada. Acreditei que quando um homem assume " para todo o sempre, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza ", não há como voltar atrás com a palavra, mesmo que as pessoas mudem. Eu, a mulher, antes esbelta, interessante, informada, culta, de aparência cuidada, bem sucedida e com muita auto-estima, mudei, mudei quando impus como prioridade aqueles dois seres que me completavam, passei a viver para eles, por eles e com eles, nada mais existia, nada mais interessava, nada! Mas o meu grande amor não entendeu, precisava e queria mais, mais mulher, mais amiga, mais amante, mais saídas, mais amigos, menos trabalho, menos responsabilidade, menos stress, menos vida a dois, três 

Ainda assim embarquei em mais uma aventura [casa nova] e todo este sonho se desmoronou, ficou pelo caminho e eu, à beira do abismo.
Acordei finalmente para a vida, mas já era tarde, já não havia volta a dar, o amor tinha acabado e eu nem me tinha apercebido, afinal era feliz, e acreditava que tudo era perfeito, tudo estava nos devidos lugares, mas não, e a bolha onde vivia rebentou, o amor saiu para nunca mais voltar... Fiquei com um filho nos braços e por muito tempo nem ele me deu ânimo, alento ou a coragem que precisa para seguir em frente. 

Hoje posso dizer que um dia olhei para trás e percebi a lição que me foi dada: os filhos não aproximam amores, nem salvam casamentos. Os " para sempre" só existem em histórias infantis e nada, mas nada mesmo nesta vida é garantido