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Poder, podiam... Mas não era a mesma coisa


O Piolho foi o primeiro neto dos avós paternos [e maternos]. Foi recebido por eles de braços abertos, como se o tivessem visto nascer e crescer até ali [aos dois anos], sempre fizeram com ele o melhor que puderam ou conseguiram, independentemente do resultado, tentaram! E eu dei-lhes sempre essa oportunidade. Era a comida preferida, a(s) bola de futebol prendinha(s) todos os fins de semana, os desenhos animados na televisão enquanto comia... Foi assim que os avós compraram conheceram o Piolho e eu, discordando muitas vezes, nunca "proibi" que mantivessem esse comportamento para com o neto, eu sabia que a vida lhe mostraria os verdadeiros valores e sempre achei que o pai, que também discordava, estando mais à-vontade com a SUA! família, o faria, tal como eu se assim acontecesse em relação a quem me é mais próximo. Nunca os vi pegar o ao colo, pedir um beijo ou ter um acto de carinho mais próximo para com ele, são feitios, são feitios... e não querendo comparar - mas comparando - os avós maternos SEMPRE! encheram o piolho de beijos, abraços e mimos, são feitios, são feitios... Continuo a preservar e insistir no tempo que o Piolho passa com os avós paternos, independentemente do que lhe permitam fazer, ele é feliz por lá e a forma fria como é tratado [lá estão os bens materiais para compensar] permite que valorize o que lhe é dado por cá. 
Estou a trabalhar, deixei o Piolho com pessoas que o amam e a quem ele ama também. Este tipo de comportamento é o reflexo quero acreditar do pouco tempo que passam juntos e daí toda esta liberdade, todas estas vontades. Um dia não são dias, pensam eles e eu também.
-Se podiam passar mais tempo com ele!?
-Podiam, mas ficam à espera que a oportunidade lhes caia nas mãos ou que DONA-MÃE precise ou se lembre 


[no fundo estes avós paternos vêem o Piolho como uma coisa que lhes é cedida de tempos-a-tempos e a quem estes devem vassalagem sob pena de lhes perder o direito]

5 comentários:

  1. A sério que não consigo entender porque é que te sujeitas a tanta (desculpa) merda

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  2. mas cada um sabe de si, né

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  3. O problema da imaginação, é que nos faz pensar que conhecemos as pessoas com quem nunca convivemos.

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  4. Tu? tu fazes a tua parte e o teu filho nunca poderá apontar-te o dedo. Bj**

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