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Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

5 comentários:

  1. ...e é que gosto das tuas flores amarelas.

    :*

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  2. Os amigos... Esses que esperamos que estejam lá para o que der e vier, para nos amparar sempre que seja necessário. Mas que também nos digam as palavras duras que outros ousam dizer mas que precisamos de ouvir.
    Que ofereçam um infantil mas honesto sorriso com a nossa presença.
    Enfim, sem eles somos seres incompletos...
    Gostei do post.

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  3. Quero amigos que me sintam...

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  4. Amigos só tenho um... eu próprio.
    os outros, depende deles... conquistando-me!!!




    a...té

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