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foi assim

Há o dia da liberdade, comum em todo este país, o dia dos cravos e da nova vida para muitos... E depois há o meu dia da liberdade - Este. Aquele que foi o dia em que perdi tudo, perdi vida, fiquei sem chão, o sol deixou de brilhar, perdi o amor da vida, aquele que até então teria como prioridade, por quem respirava, por quem vivia, as minhas forças, as que perdi.
A vida mudou!
Mas afinal continuava viva, tinha saúde e descobri até o filho que me acompanhava e também ele havia sido abandonado nesse dia -outra vez! - mas continuava ali, agarradinho a mim.

Um dia depois do outro, o tempo ajudou tanto, os dias de chuva e os de sol, um de cada vez, dia após dia, a vida compôs-se e mostrou o melhor que todo o mal pode trazer, nas coisas boas, muito boas, no que fica, nos que permanecem e não arrastam pé e assim mostram que o que se perde é tão pouco, quando comparado com tudo o que se tem - ainda - e com aquilo/aqueles que nos rodeiam.
E a vida muda, e as pessoas mudam com ela, e desta fase deve tirar-se partido da mudança e o primeiro passo para que isso aconteça é olhar em frente e esquecer - ou tentar- o que ficou para trás... porque anos depois se consegue espreitar o passado e não sentir quase dor