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[d]As opções da vida

Eu podia ser uma história má, das que toda a gente quer saber, que se repetem, transformam grandes pessoas em coitadinhas, como um desastre que une família, amigos e vizinhos... Mas há um filho que ri demasiadas vezes para me permitir ser infeliz! Por ele e aquele seu sorriso, sou capaz de me aguentar anos a fio, só para lhe encher as memorias de sorrisos rasgados e gargalhadas sonoras, para isso e para lhe dizer o quanto o amo e o quero feliz. É para e por isso que a vida segue com o aprumo e precisão de uma tesoura de costura agarrada ao tecido que corta certa e direita. E se nós, como que por magia, ou abençoados por graça divina, pudéssemos parar, por tempo indeterminado, para organizar a vida e nos organizarmos a nós? Apagaria fantasmas, obsessões e más recordações e nesse espaço que sobra, agora desocupado, refazia a lista de prioridades que acumulo e aí estaria o amor nos primeiros lugares, o restante espaço ficaria só para sol e gargalhadas de querido-filho. Ainda assim estou bem arranjada, cá para o meu lado tem sido sempre a crescer, se calhar é da idade, os anos passam e eu vou-lhes aproveitando o espaço que deixam livre para guardar coisas boas de toda a espécie, formato e grandeza

6 comentários:

  1. Não há nada que me faça ter mais vontade de andar para a frente que as risadas sonoras das minhas filhas!!!

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  2. Estas palavras podiam ser minhas. Coitadinhas, nós? Podiamos ser, mas não somos :)

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  3. No instante da morte não restarão sonhos. Apenas memórias.

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  4. Resta-nos somar mais boas memórias que más.

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  5. sentia-me tão em baixo este belo texto iluminou-me o dia e deu-me força para dar mais um passo para ppensar que quando chegar perto das minhas amoras tenho de sorrir elas merecem que eu transforme as minhas lágrimas em sorrisos.

    obrigado

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