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como se tivesse um martelo pneumático na minha cabeça





Ontem, em conversa telefónica que insisti para que o filho fizesse com o pai para combinarem o fim de semana, este fim de semana, o pai falou de mim de uma forma nada correcta pensando que não estaria por perto e não ouviria, não ouvi, e que não viesse a saber, mas querido-filho, espantado, contou. Fiquei em choque. Nunca alguma palavra me tinha chocado tanto como esta que ouvi da boca de querido-filho, transmitindo o que acabara de ouvir nas palavras do pai. Não posso! Não posso permitir que isto se repita! Já aceitei e ultrapassei e até me habituei às conversas do costume, próprias de pais separados, próprias de gente sem cultura, próprias de quem não olha a meios para atingir fins, próprias de quem está abaixo, bem abaixo e quer a todo o custo subir pelos meios mais fáceis: caguei e andei para isso Mas isto?Foi longe demais. Está tudo presente, a expressão, as palavras, o contexto, tudo! Como se o tivesse vivido em modo repeat, em todas as horas, em vários dias da minha vida. Tudo! As lágrimas caiem-me em fio e não me conformo como pude um dia pensar que uma decisão judicial me pudesse ajudar e como tenho de posso permitir que o meu querido-filho esteja sujeito a tamanha falta de respeito

12 comentários:

  1. Não imagino pelo que estejas a passar, mas o teu filhote contou-te, sinal que para ele tu estás acima de quem lhe tenha dito o que quer que seja...
    Deve custar... acredito que sim... mas és forte... não tens de o ser sempre, mas com o teu filhote, ultrapassas tudo...
    Animo...

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  2. sei bem o que sentes... ja passei por esse tipo de ofensas em frente á minha filha. Força e beijinhos

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  3. Lamento tanto por ti e pelo piolho. E temo tanto por mim, por nos

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  4. Oh pá, o raio que os parta a todos!
    Digo-te já que se estás à espera que o Tribunal proteja o teu filho disso, esquece! Os Tribunais estão longe das nossas realidades e a marimbarem-se nas nossas vidas. Ora pensa: se há crianças que são maltratadas, vitimas de violência, que vivem em perigo de vida. Se ninguém se importa com esses muito menos com os nossos. Olha o Tribunal a que recorri não quer saber da MC para nada. Espero que tenhas melhor sorte! beijo amigo

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  5. Olá,nem sei o que te dizer apenas vêm me á cabeça que o pai do teu piolho é de baixo nível e sem pensar.
    Tb eu tou á espera que seja isso que me irá acontecer assim que assinar o divorcio e o poder paternal for regulado m até lá tento n pensar mto.
    Dou-te muita força,miga!!!

    bjinhos

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  6. Quando estamos de cabeça quente cometemos erros.
    Sei disso, porque um dia os cometi.

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  7. Eu entendo, e infelizmente, tal como dizes e bem, há pais separados que se referem ao outro, de forma insultuosa, à frente dos filhos, ou ainda pior, como foi no teu caso, diretamente ao filho. Não deves deixar. Só não sei se, judicialmente, isso tem peso porque, além de envolver, mais uma vez, a criança nessa "guerra", vai ser a palavra do teu filho contra a dele. O teu filho, aos poucos, vai defender-te e vai afastar-se dele, mesmo que seja obrigado a ir vê-lo de 15 em 15 dias. Ninguém gosta de ouvir falar mal da mãe. Se ele te contou é porque achou mal, isso é um primeiro sinal de que não acha certo e o pai vai perdendo "pontos", admiração ou confiança que também fazem parte da base da relação entre pai e filho.
    A tua advogada há de aconselhar-te. Eu, se eu estivesse no teu lugar, não envolveria o teu filho. Concerteza que, daqui pouco tempo, será o teu filho a não querer ouvir essas coisas e a não querer ir para perto de quem não respeita a mãe.
    Um abraço forte. Beijinhos

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  8. Outro dia disseram-me algo tão acertado, nunca mais esqueci: eles não precisam que lhes mostremos nada. Eles próprios irão ver... e eu acredito nisso!

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  9. Amiga:
    Sei o que deve estar a sentir.
    A minha ex-nora, depois de nos ter insultado por mail e telefone, esquecendo que ainda não há um ano, proclamava que éramos os seus segundos pais, depois de lhe ter criado o filho, ensinou-o a insultar o pai. Ontem colocou a cereja em cima do bolo. O telefone tocou, e ouvi a voz do neto que adoro, dizer: É só para vos agradecer, terem terminado com o casamento dos meus pais. Adeus.
    Durante 17 anos, tratei-a como uma filha, estive sempre do lado dela, nunca lhe fiz uma crítica.
    Não consegui dizer palavra ao meu neto, porque fiquei sem falar. A cabeça estala-me e só consigo ouvir aquela voz, que tantas vezes me pedia para contar histórias e cantar, que me chamava querida avózinha, dizer agora aquela frase dura. Passei a noite e o dia a ouvi-la.
    Ainda bem que o seu filho lhe contou tudo. Defenda-se querida.
    Começou cedo a sofrer.
    As lágrimas estão a cair, por si e por mim.
    Coragem! o que importa é o seu filho.
    Abraço grande
    Maria

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  10. Com o tempo o seu filho vai aprender a afastar-se do pai. Se o pai não respeita a mãe também não vai ter o respeito do filho. Defenda-se, ponha-se em guarda. Não espere que os advogados e tribunais resultem - não resultam. Cada uma de nós tem de fazer o que sente mais certo e perceber que está praticamente sozinha nessa luta. Sozinha mas forte porque a coragem reforça-se com essas cobardias. Muita força.

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  11. Eu sei que o tempo lhe vai trazer certezas, mas é tudo isto que me magoa, a realidade, a falta de justiça e o facto de ser o PAI a ter este tipo de atitudes, aquele cuja figura devia ser exemplo a seguir

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  12. Um exemplo a seguir pode ser outra pessoa, um tio, um avô, um amigo, alguém que se mantenha firme e confiável no apoio e no respeito. Ser pai biológico não é ser Pai. Pai é quem ajuda, orienta, acarinha, educa e ama mais do que ao seu próprio egoismo. É a triste e dura realidade que eu conheço, e só essa.
    E sabe que mais? temos sobrevivido bastante bem com isso.
    inês, mãe de 3 filhos.

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