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cair em (des)graça

Nem Jesus Cristo, que era Jesus Cristo (!) conseguiu agradar a toda a gente. Eu já tentei, não consegui, mas tentei! Já me contrariei, fiquei por baixo, fui pisada, ignorada e nem assim consegui agradar em tudo e a todos. Desisti! Depois cresci, hoje não vivo para agradar a ninguém senão a mim, ou a quem quero, se quero e quando quero, quem assim não gostar tem bom remédio: coma só as batatas!
Cresci com o pai da Maria, conheço-o desde que me conheço e conheço-o quase tão bem como me conheço a mim, fizemos toda a escola juntos, passámos toda a infância juntos, adolescência e muitos momentos da vida adulta, somos (fomos!) vizinhos, temos sexos diferente mas isso nunca influenciou ou encorajou qualquer sentimento para além da amizade, nunca nos vimos de outra forma, sempre nos demos muito bem, nos ajudámos e apoiámos. SEMPRE! A mãe da Maria não me 'conhece', não percebe, não quer, não aceita nem consegue distinguir a diferença entre a cumplicidade, o carinho da nossa infância e os pensamentos pecaminosos que tem. A mãe da Maria não gosta de mim e não fez faz o mínimo esforço para esconder isso

E depois do dia de ontem, da festa da Maria e na conclusão disso tudo, eu tenho muita pena que tenham crescido pessoas, agora mulheres, sem terem experimentado a felicidade, a partilha, a cumplicidade, o carinho, a amizade pura como a minha com o pai da Maria... Talvez uma dia, Mãe da Maria