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gente's

Fica a lembrança do tempo demasiado tempo passado com gente fútil, que têm umbigo e nele o olhar focado e acham ainda que o mundo gira só e apenas à volta de si. Gente que me acompanha, que tem de me acompanhar mas para quem me resta tão pouca paciência, tão pouca vontade. Há coisas com as quais não sei lidar, nem quero conviver, a triste realidade do quão baixo é possível cair sem deixar de lado o orgulho e nada se faz sem ele, quando devia ser substituído pela humildade mas não, não largam nem quando é apenas isso que lhes resta, a arrogância, prepotência e certezas de nada que as acompanha. Conto os dias para lhe ver o mundo desabar, oiço-lhe a paixão, mas não lha vejo, é tudo tão cinzento naquele cenário que insiste em camuflar. Trilha agora caminhos por onde à muito passei, fi-lo de cabeça erguida, carreguei tudo o que havia para carregar, parei, recomecei, caí, levantei-me mas cheguei a bom porto, demorei, mas cheguei e hoje já deste lado, olho e vejo pena, a pena nas boleias que esta gente apanha no caminho com o olhar focado na meta e não em cada passo, e chegam ao fim com a caminhada feita sem sequer terem começado a viagem