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dos trabalhos às respostas forçadas

Recebo um mail da escola, querem-me lá daqui a poucas horas, não interessa se posso ou não, se trabalho ou se sou disponibilidade em pessoa. Tudo bem, é a defesa de um filho que está em causa, a luta pelos valores que não permito ultrapassados. O corpo coordenador aguarda-me para reunião. Já vi este filme, estamos de lados opostos num frente a frente, eles de um lado de arma em punho e eu do outro, sozinha, indefesa, pequenina e nervosa, quero a meu lado o corpo de intervenção, policia de choque e a minha mãe para me segurar a mão quando fechar o punho para dar o murro na mesa. Não gosto disto assim, foi-me exigida a reclamação por escrito, a resposta não devia chegar da mesma forma? Não sou muito boa com diálogos, gosto mais de os escrever, ler e responder. Vou pedir uma seringa ao senhor com aspecto duvidoso que passa as manhãs ali na esquina e injectar-me de calma e esperança, esperar que faça efeito e seguir assim anestesiada, pronta a ouvir mais que falar

2 comentários:

  1. Força! Pensa no teu filhote e ele dar-te à toda a calma que precisas para enfrentar tudo e todos nessa reunião.

    http://omundodepucca.blogspot.pt/

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  2. Eu acredito sempre que o diálogo é melhor.
    Melhor que cartas para trás e para a frente.

    Vai correr bem.

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