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fios da mesma meada

um dia uns senhores obrigaram-me a dar um pai a este filho e eu dei, depois o pai já não queria ser pai, ou queria mas só ás vezes. outro dia, cansada de mendigar ajuda tive a INfeliz ideia de procurar os mesmos senhores que chamaram o pai e deram-lhe o recado, dizendo que em troca podia exigir regalias que sempre teve deram-lhe um dedo mas pediu mais, deram-lhe o braço não foi suficiente, quer o corpo inteiro, de preferência sem anexos ou obrigações, acontece que o nosso filho tem anexos que são necessidades médicas, educacionais e terapêuticas
eu que ando cá desde o inicio entendo que a coisa não é assim tão linear, que não é divisível por dois, não é negócio, muito menos guerra e quando não há responsabilidade ou entendimento entre grandes não podem os pequenos levar por tabela... assim REcomeça uma guerra, monta-se o circo, recrutam-se palhaços e retocam-se pinturas, há um banquete exposto com um bolo especial, que comece o espectáculo! a cereja no topo é a lista de acusações e exigências de um pai sem noção.
morri mas renasci mais forte, munida das minhas armas leiam-se relatórios médicos, psicólogicos e educativos para provar a quem de lado nenhum me conhece que não sou a péssima mãe que vi descrita naquele requerimento.
-se balancei?
-então não! temi pela vidinha, porque vale tudo nesta injustiça, até brincar aos tribunais para fazer recuar processos, ganhar tempo e fazer ou tentar jus ao orgulho próprio sempre sem pensar no que tudo isto pode eventualmente afectar os doze anos de vida de alguém que por acaso até é o nosso filho, o resultado desta equação difícil de fazer...

Tão difícil que se tornou numa batata quente nas suas próprias e pequeninas mãos

7 comentários:

  1. Bem isso nunca mais tem fim..
    Muita força..

    kisses***

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  2. É o que eu digo ... não são os pais que têm o direito a ter filhos, são os filhos que têm o direito a ter pais!

    Beijinhos e força para ultrapassar os momentos menos bons!

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  3. Acho-a uma mulher de grande coragem. Conheço de perto um assunto idêntico e tenho plena consciência das dificuldades que passa. É um assunto extremamente delicado e é necessário uma grande força interior e grande coragem para enfrentá-lo.

    Continuação de muita força e coragem.

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  4. Lamento que assim seja Smile... Neste teu caso só a mãe lhe basta. E o medo que tenho di futuro do meu pequeno quando tê leio? Força...

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  5. já li o último post e fiquei contente por ti pelo teu filho, pela pessoa que se tornou,
    Deus escreve direito por linhas tortas.
    beijinho

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  6. Bolas... que situação :( Votos de coragem e força... duas coisas que pelos vistos não lhe faltam :)

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  7. Olá, já há uns tempos que venho espreitar o seu blog, não todos os dias. Talvez por, também, ser Mãe de dois meninos ainda pequeninos e Tia de um próximo da idade do seu.... Percebo muito bem as suas inquietações, tendo eu a sorte de ter o meu querido Marido e Pai dos meus Filhos a meu lado. Mesmo assim, e sabendo que ninguém está livre de ficar sozinha a tomar conta do 'barco', e a poder ter surpresas 'pesadelos' acerca do carácter das pessoas, tenho seguido este seu percurso épico, a que todas podemos estar sujeitas, de uma forma ou de outra. Parabéns pela sua coragem, e pela forma como expõe uma realidade que está à beira de qualquer uma de nós, mesmo que pensemos que não!!! Beijinhos Rita

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