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basta que me batas uma vez?



há dias em que chego à gruta, parece que lhe chamam casa, ela ainda não pôs na fogueira o javali que cacei no mato e ainda me corrige e diz que eu fui ao supermercado e trouxe um pernil de porco para assar no forno, porra! 
e querem que não me irrite? 
parece-me normal que pegue na moca de bater nos ursos, há quem lhe chame "frustração a nível social, sexual e laboral" e lhe faça umas festinhas com ela
no outro dia, um colega da caça disse-me que a fêmea dele (mulher, como quiserem!) lhe tinha negado sexo porque lhe doía a cabeça, ahahaha, havia ser comigo, mas desde quando é que elas podem decidir alguma coisa? que eu saiba, aqueles bichos não têm cabeça nem vontade própria, a seguir estão a querer direitos iguais aos machos, a querer fazer as mesmas tarefas de quem tem x, y, por aí fora! enfim, nada como umas mocadas para ver se ganham juízo, fazem sexo anestesiadas e não piam!
ainda ontem me passei com a minha escrava (não é escrava? se sou dono dela, claro que é minha escrava), estava eu a decorar a caverna com sangue que lhe saltou do nariz, quando lhe bati a seguir ao jantar, para sobremesa, e ela ainda se queixou, é por não fazer nada na caverna, é por tentar fazer, queixa-se por tudo e por nada, é sempre a mesma merda, como é que um gajo não se há-de passar?

enfim, fica aqui o meu desabafo nesta cena do facerupestre (há gravuras de perfil de fêmeas mesmo boas, por acaso) neste dia a favor da violência contra os seres inferiores com vagina, é importante que em pleno ano 300.000 ac (como? 2014dc? Poupem-me!) se fale neste assunto e se combata as pessoas que defendem a igualdade de género

1 comentário:

  1. Bom texto, adorei http://elanomundo.blogspot.pt/

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