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pessoal, porém transmissível


paz, o seu segundo nome
poucas vezes a vi magoada, amuada sim, vezes sem conta, mas nunca além de cinco minutos, fazia lembrar as zangas de criança ou 'não gosto mais de ti' do meu filho quando o contrariava ficar por baixo ou por cima era-lhe indiferente, desde que ficassem todos bem, o braço torcia por si sem esforço, mas a vida... a vida foi questionando, foi lembrando que aqui e ali haviam deixado nódoas e arranhões e ela não podia deixar que fizessem isso com o seu único corpo, não podia. um dia perguntaram-lhe -podes parar de ser boazinha? e ela pensou. depois agiu. olhou o seu corpo, as nódoas e os arranhões. as primeiras vezes custaram, voltou muitas vezes com a palavra, pediu desculpa, o braço torceu de novo, a conversa fluiu e as manchas naquele corpo voltaram a notar-se, mas aquela pergunta ecoava -podes parar de ser boazinha? cada vez mais alto, pouco a pouco, em sintonia com os seus actos, parou de ser boazinha, perdeu amigos pessoas, valorizou-se, percebeu que a felicidade não está nos outros, mas em si... é feliz [e recomenda-se]