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umas coisas vemos como são, outras vemos como somos

tenho para mim esta máxima, a mesma que me ajuda a compreender ou ignorar o que vai acontecendo à minha volta, que filtra o que aqui escrevo ou guardo para mim e hoje andava à procura de floreados para contar que passei o almoço de páscoa a chorar numa mesa de restaurante onde, para além da família, estavam vizinhos e conhecidos, não encontrei um buraco onde me enfiar e tive de disfarçar com lenços de papel
não há floreados para traduzir hormonas com vida própria e em missão de me envergonhar, não há física que justifique a gota de água que faz o copo transbordar e não há palavras para justificar a não-resposta quando depois da refeição que não comi alguém perguntou como estava o meu almoço, não respondi, tinha demasiados nervos em bloqueio, hoje dizia-lhe que as lágrimas estavam boas, agradecia, talvez tentasse explicar que muitas vezes, quando não há nada positivo para dizer, o melhor diálogo é o silêncio... mas a vida trás os revés, aqueles que não perguntam, apenas abraçam e curam mais que qualquer conselho, preocupação ou curiosidade

viver é do caraças