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mãe e filho: conversas sem jeito

esperei-o no local combinado à hora marcada, avistei-o ao longe de skate na mão enquanto se dirigia a mim. viu-me. sorriu e correu. boa tarde filho, boa tarde mãe. disse-lhe que pensei ir a um restaurante novo, um conceito diferente que abriu há pouco e ele respondeu que não, que não queria nada isso, que bom era ir comer piza e beber coca-cola e eu lembrei-o das dores de estômago e ele respondeu que só hoje não fazia mal e eu lembrei-o que ontem me respondera o mesmo e ele perguntou porque é que eu o fiz com dor de estômago e eu disse-lhe que isso não era culpa minha mas dos maus hábitos alimentares que cria quando não está comigo e ele disse que quando lá chega [aos maus hábitos] normalmente já está tudo criado, apenas se senta e come. e eu lembrei-o que também por ser engraçadinho perde mais que o que ganha e ele prometeu que de hoje em diante passaria a ser sério. apenas sério. apostámos que ele não seria capaz e cheio de certezas absolutas dobrou a aposta que perdeu mesmo antes de terminar o almoço. agora está ali a fingir que estuda inglês e a pensar que durante um mês há duas camas lá em casa que serão diariamente feitas por ele, e como deixou de ser engraçadinho, agora entre nós só se fala a sério, está à espera que lhe responda se podemos passar a dormir em sacos cama -tão mãe!


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