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talvez

 (ande tudo doido!)

talvez tenha sido por contágio, a bipolaridade de são pedro do tempo indeciso poderá ter alastrado ao cupido e esteja aí a razão de tanta desordem à minha volta, a falta de fé que começo a sentir, o medo do amanhã e as vozes da esperança que começam a ouvir-se mais baixinho e sem convicção 'vai correr tudo bem'. no passado, convictos, apregoámos um futuro feliz a quem vimos casar ciente do acto, da fé e do amor, procriaram e se multiplicaram, caminharam juntos e num milésimo de segundo está tudo bem, tudo mal e nada faz sentido porque chega uma razão que diz 'deixei de gostar de ti' tudo desmorona e se resume a um acto: separar [que significa desunir, interromper, pôr de parte, dividir, impedir] qual o sentido disto?

querido cupido, não andas a safar-te nada bem na arte de juntar -também! mas deixa-me só accionar o travão à conversa porque se embalo sou capaz de partir para a violência tamanho é o sofrimento que vejo pelas tuas razões, o amor não correspondido, proibido ou indeciso, é isso mesmo, não separe o homem neste caso a mulher aquilo que Deus juntou, Deus junta mas não segura, não é? juntar [que significa aproximar, acrescentar, unir, acasalar] implica disponibilidade, partilha, entrega  e confiança, sinceramente, se não vês pedalada, não andes por aí a distribuir bicicletas, não é? 

não tá fácil aqui à volta

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