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medos, sentidos e temidos

foi o medo que lhe abriu a porta, o medo que o convidou a sentar e o medo que lhe ofereceu uma bebida sem álcool, o rapaz não bebe o medo aumentou quando o sorriso envergonhado do filho o cumprimentou, de cabeça baixa, fui beliscada pela confusão -então, mas não se conhecem? o medo das horas que ora passavam depressa demais como aos vinte anos ora se estendiam, o medo na primeira opinião e o temer da pergunta ao filho -embarcamos juntos? queria tanto acertar nesta viagem.
embarcámos, eu, eles e o medo que engoli por só ter três bilhetes, falei-lhes dele, do senhor medo, que também tinha vindo nesta viagem e se mantinha em sossego, discreto mas lá, demos as mãos e perguntaram-me em que sitio estava o medo, olhei em volta e não o vi, sentia-o, estava certamente dentro de mim, impossível de tirar mas fácil de adormecer, duvido tanto que me largue como que se atreva a medir forças. há sentimentos e promessas todos os dias e todos os dias as vejo cumpridas e alimentadas, renovadas, duvido que, a manter o barco neste rumo, alguma vez se atreva, senhor medo que cá continua, deixo-o estar, vai-me servindo de aviso sempre que me atrevo a pôr em causa o estado feliz em que vivo




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