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despedi-me do mês passado com o peso de consciência pela tradição quebrada, este ano, ao contrário dos últimos, a nossa abóbora, carinhosamente colhida e guardada, ficou intacta pois a noite que destinámos para ela foi trocada por duas criança que precisavam de, pelo menos, um adulto mais ou menos responsável que ficasse com eles e eu fui a escolha, ao jeito de recordar os terrible-twos passei uma noite para a qual ainda não encontrei a palavra certa mas fica entre o pesadelo e o sonho. percebi que fui mãe de uma criança pequena há demasiado tempo e a paciência que tinha naquela altura, as coisas que permiti ou aquilo com que pactuava ficou exactamente ali, na minha criança pequena que entretanto cresceu e hoje tem conversas de gente grande, atitudes de gente grande e educação de gente grande
ou talvez aqueles sejam diferentes dos outros miudos com quem eu tenho estado ou a minha paciência que se tentava equilibrar entre a responsabilidade deles e a cólica renal que me ameaçava.
o mês começou na urgência do hospital, e qual é a possibilidade de ter uma cólica exactamente um ano depois da primeira? pouca, bem sei, tão pouca como a possibilidade de encontrar de banco o mesmo médico que me ouviu os lamentos do ano passado, mas aconteceu e no fim ainda me disse 'até para o ano'

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