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o meu filho fez anos. quinze. 
era sexta-feira, deixei-o no local combinado para a partida para o acampamento de escuteiros e regressei a casa depois de o ver partir, disse-lhe 'até aos quinze' ele respondeu com um ar ameaçador de quem, podendo, me matava com o olhar e quando passou por mim de mochila às costas disse-me 'dá cá mais cinco' e eu dei. não lhe decifrei a expressão, não me pareceu feliz mas nada havia a fazer agora que estava entregue. desliguei dali a ficha e concentrei-me na lua de mel, consequência da ausência do miúdo. o rapaz sugeriu aveiro em tom de surpresa & fim de semana romântico mas eu já estava comprometida com promessa feita à sobrinha e se sempre mal-disse as que não cumpriram com o meu filho não ia agora cuspir para o ar e dizer-lhe que 'afinal não' 






o miúdo fez anos e eu passeei na praia, escrevi-lhe os parabéns na areia, recordei, como tenho a certeza que todas as mães recordam, aquele dia há quinze anos, ou tivessem passado quarenta, seria igual e ouviria o meu amigo né, mais uma vez, dizer 'chovia tanto'
o miúdo fez anos no sábado e voltei a abraçá-lo no domingo, cheia de saudades e depois de dormir demasiado, fui buscá-lo, regressei com ele a casa e apagámos as velas do bolo que lhe fiz 
[o bolo de aniversário do meu filho é o único que me calha bem -sempre!]



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